Uma virada na saúde
Quando assumiu a Prefeitura de Londrina, a gestão do prefeito Tiago Amaral encontrou uma das maiores filas da saúde e um desempenho que colocava o município apenas na 17ª posição do Paraná na realização de cirurgias eletivas pelo Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE), do Ministério da Saúde. Menos de um ano depois, o cenário mudou completamente: Londrina terminou 2025 em primeiro lugar no Estado.
O salto foi expressivo. Entre janeiro e outubro de 2025, foram realizadas 3.192 cirurgias eletivas, contra apenas 503 no mesmo período de 2024, um crescimento superior a 530%. O desempenho garantiu ao município R$ 16,4 milhões em recursos federais para os procedimentos, valor quase quatro vezes maior que a previsão inicial do programa. “Assumimos o compromisso de priorizar a redução das filas e hoje vemos pessoas que esperavam há oito anos finalmente realizando suas cirurgias. Chegar ao primeiro lugar do Paraná demonstra que Londrina voltou a entregar resultados para a população”, afirmou o prefeito Tiago Amaral.
Como Londrina virou o jogo
A secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, destacou que o trabalho começou com a reorganização da rede e o fortalecimento da relação com os hospitais parceiros. Ela lembrou que, em 2024, Londrina chegou a devolver recursos do programa por não conseguir executar os procedimentos. “Assumimos o compromisso de fazer a fila andar. Reunimos os prestadores, ampliamos a capacidade de atendimento e hoje comemoramos um resultado que representa milhares de vidas transformadas”, disse.
As cirurgias foram realizadas em diferentes especialidades, como ortopedia, cirurgia geral, urologia, cirurgia vascular e aparelho digestivo, com a participação do Hospital Universitário, Hospital do Câncer de Londrina, Hospital Evangélico, Hospital Vascular e Santa Casa. Segundo Vivian Feijó, aproximadamente 22 mil cirurgias, entre eletivas e de urgência, foram realizadas nos dez primeiros meses de 2025.
Vivian Feijó destacou ainda avanços importantes, como a eliminação da fila de cirurgias vasculares em apenas 60 dias, a ampliação dos procedimentos oncológicos e o aumento da produção em ortopedia e cirurgia geral.
Resultado recorde ampliou os investimentos
O crescimento da produção também ampliou os recursos destinados ao município. O valor inicialmente previsto pelo programa era de R$ 4,2 milhões. Com o desempenho alcançado, Londrina passou a contar com R$ 16,4 milhões. Isso acontece porque a medida que as cirurgias são realizadas, o Ministério da Saúde aporta mais recursos.
O resultado foi possível graças ao trabalho conjunto da Secretaria Municipal de Saúde, dos hospitais parceiros e dos profissionais envolvidos na organização dos mutirões e da ampliação da oferta de procedimentos.
Mais do que números, vidas transformadas
O primeiro lugar no ranking estadual simboliza mais do que um indicador de desempenho. O avanço na realização de cirurgias eletivas representa a mudança na vida de milhares de pessoas. Para muitos pacientes, a cirurgia significou voltar a caminhar sem dor, recuperar a autonomia, retornar ao trabalho, cuidar da família e retomar atividades simples do dia a dia que haviam sido interrompidas pela espera. Em alguns casos, havia pessoas na fila adiando planos e vivendo na expectativa de um tratamento que parecia nunca chegar.
É esse impacto que a gestão do prefeito Tiago Amaral buscou alcançar ao colocar a redução das filas como uma das prioridades da saúde: devolver qualidade de vida para quem dependia de uma cirurgia para seguir em frente.
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