Sobre a Comissão

Criada em julho de 2017, por iniciativa do deputado estadual Tiago Amaral (PSB) e do então presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), Cláudio Tedeschi, a comissão une entidades da sociedade civil organizada, como Sociedade Rural do Paraná (SRP), Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL), Sinduscon Norte, Sindimetal Londrina, Grupo Folha de Comunicação, Associação das Empresas do Polo Industrial de Cambé (AEPIC), Associação Médica de Londrina, OAB Londrina e CREA.

O objetivo da comissão é acelerar obras e projetos prioritários para a expansão econômica da região norte. Acompanha, avalia e cobra prazos.

“Londrina carece de grandes investimentos nas áreas de infraestrutura e logística, mas havia um distanciamento entre as pautas de infraestrutura que a cidade e a região tinham com aquilo que estava sendo proposto pelos governantes, ao mesmo tempo em que as lideranças da sociedade estavam discutindo isoladamente. Com a comissão nós debatemos de forma conjunta os projetos que devem ter prioridade, convocamos órgãos públicos e prestamos contas sobre o andamento de cada uma dessas obras. Acompanhamos se os prazos estão sendo cumpridos e onde podemos atuar para agilizar o processo. O resultado disso é transparência para a sociedade, o que favorece o ambiente empresarial e o desenvolvimento, já que o empreendedor pode prever aportes, promover a geração de empregos e a qualidade de vida da população”, deputado Tiago Amaral (PSB).

Além dos integrantes fixos, houve a participação de mais de 50 pessoas da sociedade civil, de municípios vizinhos, representantes de secretarias e de órgãos estaduais, como DER, e federais, como Infraero.

Obras

LISTA DE OBRAS

Duplicação da PR 445 de Londrina a Irerê

Obra de duplicação em andamento. Nos seis primeiros meses de atuação (de julho a dezembro de 2017), o grupo trabalhou para avanços na duplicação da PR-445. Foi concluído o projeto de duplicação do Conjunto Jamile Dequech até Irerê com trecho de 15,3 quilômetros, realizada audiência pública para apresentação do projeto e lançamento da licitação.

O vencedor foi o Consórcio ED - formado pelas empresas Enpavi e DP Barros, de São Paulo, que apresentou o menor preço, de R$ 93.253.689,15, cerca de 30% abaixo do valor máximo estimado pelo edital, de R$ 135,6 milhões.

  • Término da obra em dois anos (julho de 2020).
  • Obra está sendo realizada com recursos do Governo do Paraná
  • Projeto executado pela Superintendência Regional Norte/DER, com sede em Londrina

Além da duplicação, estão previstas a construção de 12 estruturas complementares e alargamento da ponte sobre o ribeirão dos Apertados. O projeto também contempla três interseções, vias marginais, muros de contenção e outras melhorias. De acordo com o projeto, haverá duas novas trincheiras e quatro viadutos nos distritos de Irerê e Cegonha. A ponte sobre o ribeirão dos Apertados será alargada e ao lado dela será construída uma nova. A atual ponte sobre o ribeirão Três Bocas será demolida e no local haverá duas novas pontes. Também serão construídas quatro novas pontes nas marginais da rodovia sobre os ribeirões Cafezal e Três Bocas. Em toda a extensão do trecho a ser duplicado haverá a necessidade de construir muros de contenção para preservar a faixa de domínio.

Duplicação da PR 445 de Irerê a Mauá da Serra

A duplicação da PR-445 foi estabelecida desde o primeiro momento pela Comissão de Infraestrutura como sendo a mais importante de todas as obras. Com a obra de duplicação do trecho de Londrina a Irerê em andamento, a Comissão trabalhou para, primeiramente, conseguir o projeto executivo que será utilizado como base para o edital de licitação para execução da obra de duplicação.

O edital da concorrência nº 23/2019 foi publicado pelo DER em 30/10/2019. As propostas serão abertas no dia 3 de dezembro, às 14h30, no DER, em Curitiba.

Confira os anexos

A empresa ou consórcio vencedor vai elaborar o projeto executivo de engenharia para duplicação e restauração da PR-445 entre Irerê a Mauá da Serra, com extensão aproximada de 49,7 km. Com financiamento pelo BID, o orçamento estimado no edital é de R$ 5.671.533,29. Concluídos todos os trâmites, e assinada a ordem de serviço, a empresa vencedora terá 15 meses para concluir o projeto executivo de engenharia.

A concorrência acontece na modalidade Seleção Baseada na Qualidade e Custo (SBQC), em que empresas pré-selecionadas são convidadas a apresentar propostas técnicas e de preço.

Seis empresas ou consórcios pré-selecionados pelo BID concorrem: duas brasileiras (Engefoto e Consórcio Prodec Unidec); duas portuguesas (Consórcio Viaponte Concresolo e Consórcio Cobba Engevix) uma espanhola (Consórcio Engecorps Typsa-Logit) e uma israelense (Consórcio TNM Astec).

O projeto será dividido em dois subtrechos e deverá ser executado por uma única empresa. O subtrecho 1, que vai da entrada da BR-376 de acesso a Mauá da Serra à entrada de acesso à Lerroville, com extensão de 26,8 km; e o subtrecho 2, que começa após o acesso à Lerroville ao início da duplicação (km 50), e extensão de 22,9 km.

O que muda

A concorrência será entre seis empresas cadastradas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que já passaram por seleção - uma espécie de licitação - e estão habilitadas. Outras empresas não poderão participar e não é permitido transferir o convite a nenhuma outra empresa, conforme especificado na Carta Convite. Ao contrário do que ocorre nos processos de contratação pelo BID, o edital é publicado pelo DER, atendendo às regras de transparência da administração pública.

Como será o processo

As propostas das seis empresas serão abertas no dia 3 de dezembro. São dois critérios de julgamento: técnica e preço. Primeiro, a comissão do DER vai analisar a proposta técnica das empresas. Essa fase, de acordo com a Coordenação de Licitação, leva mais tempo, aproximadamente um mês, e o resultado será enviado ao BID. Depois a Comissão abre as propostas de preço. As avaliações das duas fases são enviadas ao BID. Só depois será anunciada a empresa ou consórcio vencedor. A previsão é que a divulgação ocorra entre fevereiro e março.

Projeto

O projeto tem início no entroncamento com a BR-376, no perímetro de Mauá da Serra, onde serão incorporadas faixas de aceleração e desaceleração dos veículos que fazem conversões pela rodovia federal, sem alterar o viaduto existente.

No acesso ao município de Tamarana e ao distrito de Lerroville deverão construídas interseções em desnível e interligadas por meio de marginais, formando um binário entre as duas. Nos entroncamentos com a PR-538, acesso para Guaravera, e com a PR-532, acesso a Taquaruna, também estão previstas interseções em desnível.

Serão alargadas as seis pontes existentes no trecho e definidas soluções para as estruturas com histórico de alagamento.

Critérios

A empresa ou consórcio será declarado vencedor de acordo com análise de suas propostas. No caso das propostas técnicas são avaliados três critérios: experiência prévia; adequação da metodologia e plano de trabalho ao proposto no edital; e qualificação dos profissionais participantes na elaboração do projeto. Nas propostas de preço o critério é o menor valor oferecido.

O projeto de engenharia deverá conter estudos de tráfego, estudos geológicos, estudos de segurança de trânsito, estudos hidrológicos e hidráulicos, estudos topográficos, estudos geotécnicos, estudo de estabilidade de taludes, estudo de interferências, avaliação funcional e estrutural do pavimento, projeto geométrico, projeto de interseções, retornos e acessos, projeto de terraplenagem, projeto de drenagem e OAC.

São obrigatórios também o projeto de obras de arte especiais, projeto de restauração do pavimento existente e implantação de novos pavimentos, projeto de fundações de aterros e de OAE, projeto de sinalização, projeto de paisagismo, projeto de obras complementares, projeto de estabilização de taludes, plano de controle ambiental, inventário florestal, projeto de desapropriação e cadastro socioeconômico, plano de execução da obra e orçamento.

Contorno Norte

Obra aguardada há mais de 20 anos. De extrema importância para o desenvolvimento industrial da região Norte do estado, desafogaria o fluxo de veículos, principalmente das áreas urbanas. Com a demora na viabilização, o traçado inicial ficou defasado e foi preciso elaborar um novo projeto com 32 km em pista dupla. Dividido em três trechos, o projeto ficou sob responsabilidade da concessionária Econorte.

A comissão articulou junto à Econorte e ao DER um cronograma de entrega dos projetos que foram apresentados durante as reuniões, em primeira mão, para mostrar como ficará cada trecho.

  • Até dezembro de 2017 foram entregues os projetos dos três trechos da obra.
  • Trecho 1 vai da interseção da PR-862 até a entrada da PR-545, com 10,7 quilômetros.
  • Trecho 2, com 8,5 quilômetros, vai da PR-545 ao entroncamento da PR-445.
  • Trecho 3, maior trecho, com 13 quilômetros, vai da PR-445 até a entrada da BR-369, em Cambé.

Com os projetos concluídos, a Comissão atua para conseguir recursos para a obra estimada em R$ 450 milhões. Ações na justiça travaram os desdobramentos. Comissão solicitou ao Governo e à PGE para que conste nos acordos judiciais que seja executado o novo traçado.

Ampliação e modernização do Aeroporto de Londrina

O programa do Ministério da Infraestrutura de concessões em bloco de 22 aeroportos, referentes à 6ª rodada, avançou mais um passo com a finalização do prazo para a entrega dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEAs). Dos oito consórcios e empresas autorizados pelo edital de chamamento, cinco grupos entregaram, até o dia 31/10/2019, os estudos técnicos que subsidiarão a modelagem da 6ª rodada de concessões dos blocos Sul (liderado pelo Aeroporto de Curitiba/PR), Norte I (Manaus/AM) e Central (Goiânia/GO). Os leilões estão previstos para o 4º trimestre de 2020.

Cabe agora à Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura selecionar um estudo referencial para cada um dos três blocos regionais. Além da avaliação econômico-financeira dos blocos Sul, Norte I e Central, o conjunto de relatórios inclui estudos de mercado, de engenharia e afins, ambientais e avaliação econômico-financeira de cada um dos 22 aeroportos.

Dos cinco grupos participantes da fase de estudos, três elaboraram EVTEAs para todos os blocos, um apenas para o bloco Sul e outro apenas para os blocos Norte e Central. Após a seleção dos estudos, a próxima etapa do cronograma da 6ª rodada será a realização de audiências públicas no 1º trimestre do ano que vem. (informações do Ministério de Infraestrutura)

Durante as reuniões em 2017 e 2018, a Comissão se reuniu com a Infraero para atualização do projeto e com a Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina) para obter informações sobre o andamento das desapropriações dos imóveis no entorno do Aeroporto.

O projeto de melhorias do Aeroporto Governador José Richa prevê ampliação da pista de pouso e decolagem em 600 metros, a construção de uma nova posta de taxiamento paralela à pista principal e instalação de instrumentos de auxílio à navegação.

A licitação das obras dependia da conclusão do projeto de engenharia que começou a ser executado no final de 2017 e concluído em 2018. A empresa responsável foi contratada por R$ 2,8 milhões. O Aeroporto de Londrina está na próxima rodada de concessão, o que mudou o cenário previsto para as obras que inicialmente seriam executadas pelo Governo Federal

Passarelas da PR-445

Concluídas. O governo disponibilizou R$ 2,39 milhões. A proposta vencedora foi de R$ 1,88 pela empresa CRC Engenharia, de Joinville.

As passarelas foram construídas em três pontos do trecho urbano da PR 445. Em Cambé a estrutura foi montada em frente ao supermercado Tonhão. As passarelas do Km 70 (na altura do Iapar e Km 69 (Jd. Acapulco) sofreram alterações de projeto por conta de adaptações locais dos terrenos e demoraram mais tempo para ficarem prontas. Os pontos de instalação das passarelas foram decididos após um estudo do DER que levou em conta os locais com grande trafego de pedestres. O objetivo é dar mais segurança e reduzir o número de acidentes.

Recuperação das marginais da PR-445

A contratação da empresa para executar a revitalização dos 13 km de marginais e ruas de acesso a PR 445 em Londrina e Cambé atrasou em função de questionamentos na justiça por parte das outras empresas que participaram da licitação. A ação judicial travou o processo de contratação e houve atraso no início da obra.

A revitalização é importante porque durante a duplicação da PR-445 o trânsito foi desviado e houve desgaste nas marginais. Haverá recape asfáltico, reperfilagem, reparos, melhoria do sistema de drenagem, revitalização da sinalização e faixas elevadas. De acordo com informações do DER/Londrina, o contrato só foi assinado cerca de um ano depois, em março de 2019. O prazo de execução da obra é de 180 dias a partir da assinatura da ordem de serviço com data para início das obras em junho de 2019. A empresa vencedora é a GAISSLER MOREIRA ENGENHARIA CIVIL EIRELI.

Viadutos na Bratislava (Cambé) e Angelina Ricci Vezozzo (Londrina)

A autorização para licitar a construção dos dois viadutos na BR-369 foi dada no dia 29 de junho de 2018, em Londrina. O investimento previsto é de R$ 37,5 milhões, com recursos do Governo do Estado. A licitação deverá ser realizada pelo DER.

A construção do viaduto sobre a Avenida Angelina Ricci Vezozzo, importante via de Londrina, tem investimento de aproximadamente R$ 20 milhões. Será feita uma travessia em desnível na BR-369 no Km 147. A extensão é de 378 metros.

Em Cambé, o viaduto vai ligar a Avenida Brasil à Estrada do Bratislava. O projeto está orçado em R$ 17,5 milhões.

Os dois projetos foram doados pela concessionária Econorte ao DER-PR.

Em abril, durante a ExpoLondrina, o governador Ratinho Junior afirmou que as duas obras receberam autorização para licitação. Afirmou também que o governo fará o Viaduto da PUC, em Londrina,

Os projetos ficaram em análise no DER, em Curitiba, após a mudança de governo. O DER decidiu rever os projetos e orçamentos que já estavam prontos para licitação. Após a análise, solicitou alterações técnicas nos dois projetos. Essa etapa - de alterações nos projetos - precisa ser concluída para o lançamento da licitação das obras.